Unica



Eu gosto de estar só.




Gosto da minha companhia,
de como vou longe com os meus pensamentos.
Gosto de ouvir as vozes e o silêncio que ecoam dentro do que eu chamo de eu.
Eles e eu, numa sintonia desajeitada, num mundo à parte.
Solidão. Essa é pior quando se está rodeado de pessoas, corpos ambulantes e alheios.
Solidão numa conversa fiada, num sorriso amarelo, olhar vago.
É o tal do estar e não fazer parte.
Gosto do emaranhado de coisas, cacos e restos no baú de minha memória, e como tem assunto lá!
Gosto de cada imagem, cada sentimento. Das recordações mais felizes, ao amargor dos tempos difíceis.
E a cada vez em que me encontro sozinha, durante horas a fio, mais percebo quem eu sou.
E sabe, gosto desta pessoa.De uma forma geral e honesta...
gosto do bem e do mal, do certo e do errado, também do duvidoso.
Por mais que eu relute em certas coisas, ainda assim, esses pedaços não tão quistos, talvez, eles também sou eu.
Se me perguntassem agora, se por algum milagre ou eventualidade, daquilo que se acredita ser o tal destino, eu pudesse escolher ser outro.
Eu, da forma como sou e me concebo, pudesse por ventura ser uma outra pessoa...
Eu diria enfaticamente, indubitavelmente, e todos os ''mentes'' possíveis usaria para dizer que não, não quero ser outra.
Não,... eu gosto do que sou.
Daquilo que me tornei.
É desse negócio que mais gosto, daquilo que posso chamar de identidade.
Singular.
Meu único eu.

 
Andrea*

5 comentários:

Marcos Campos disse...

Muito bom ! Eu também gosto muito de mim, e isso só faz bem pra gente, e faz a gente ainda melhor e aberta pro universo...
Bj e bom finde !

Anônimo disse...

Quando eu chegar na Avenida Warwick
Encontre-me na entrada do metrô
Podemos conversar por pouco tempo
Me prometa que você não vai falar basteira

Quando eu chegar na Avenida Warwick
Por favor, esqueça o passado e seja sincero
Não pense que estamos bem
Só porque estou aqui
Você me machucou feio, mas não vou derramar uma lágrima

Estou te deixando pela última vez, baby
Você acha que está amando,
Mas você não me ama
E fiquei confusa
Fora de mim ultimamente
Você acha que está amando,
Mas eu quero ser livre, baby
Você me machucou

Quando eu chegar na Avenida Warwick
Ficaremos por algumas horas, mas não mais que duas
A nossa única chance de conversar mais uma vez
Eu te mostrei as respostas, agora aqui está a porta

Quando eu chegar na Avenida Warwick
Eu te falarei, baby, que acabamos

Estou te deixando pela última vez, baby
Você acha que está amando,
Mas você não me ama
E estive confusa
Fora de mim ultimamente
Você acha que está amando,
Mas você não me ama
Mas eu quero ser livre, baby
Você me machucou

Todos os dias passados juntos
Eu espero o melhor,
Mas não quero que o trem chegue
Agora partiu, estou com o coração partido
Parece que nunca começamos
Todos aqueles dias passados juntos
Quando eu esperava o melhor
E eu não queria que o trem chegasse.
Não, não.

Você acha que está amando,
Mas você não me ama
Eu quero ser livre, baby
Você me machucou
Você não me ama
Eu quero ser livre
Baby, você me machucou

Anônimo disse...

Cantando eu mando a tristeza embora

Anônimo disse...

Quando acordou, depois de tanto sonhar
abriu os olhos, viu o reflexo n´agua, sentiu o cheiro de maresia
olhou para si mesma, e maravilhou-se com que viu....

Estava ali, com a alma lavada...
Partiu sorrindo, deixando apenas
pegadas na areia.

Andrea Galvez*
gosto desse muito

Bárbara Queiroz disse...

Um esplendor o poema! A cada dia nos tornamos diferentes daquilo que éramos ontem,talvez, seja o melhor privilégio de ser humano, ser passível de mudança.